Como fazer modelagem de processos de negócios: um guia detalhado
Veja o passo a passo da modelagem de processos de negócios: do mapa ao processo pronto para rodar, com regras, alçadas, prazos, exceções e testes.
31
07
2024

Para fazer a modelagem de processos de negócios, parta do mapa do processo como deve ser e detalhe tudo o que ele precisa para rodar: etapas e responsáveis, regras de decisão, alçadas, dados e documentos de cada etapa, prazos e exceções. Depois, valide o modelo com casos reais antes de colocar em produção. O mapa diz o que acontece; o modelo diz exatamente como, a ponto de um sistema conseguir conduzir o processo sem ninguém precisar cobrar a próxima etapa.
O que a modelagem faz com o mapa
O mapeamento entrega o desenho do processo, com etapas e responsáveis. A modelagem pega esse desenho, de preferência o desenho do processo como deve ser (TO BE), e responde às perguntas que o mapa deixa em aberto.

- Quem, exatamente: a etapa é do "financeiro" ou de um cargo, com substituto nas férias?
- Com o quê: quais dados, campos e anexos a etapa precisa para ser feita.
- Por qual caminho: que regra decide se o pedido vai para o gestor ou para a diretoria.
- Em quanto tempo: o prazo de cada etapa e o que acontece quando ele estoura.
Para a definição de modelagem e a diferença para o mapeamento, veja o que é modelagem de processos.
Passo a passo da modelagem de processos de negócios
A modelagem pode ser feita em oito passos, com quem executa e quem decide por perto.

- Defina o objetivo do modelo. Documentar para treinamento ou auditoria, melhorar o processo ou automatizar. O nível de detalhe muda conforme o objetivo.
- Parta do mapa. Use o desenho validado com a área e confirme o início, o fim e as etapas principais.
- Separe as etapas por responsável. Cada área ou cargo numa raia, para ver onde o trabalho troca de mãos.
- Escreva as regras de decisão. Para cada ponto em que o caminho se divide, registre a condição: valor, tipo do pedido, área, urgência.
- Defina as alçadas. Quem aprova até qual valor e quem aprova acima dele.
- Liste os dados e documentos de cada etapa. O formulário com os campos obrigatórios, os anexos e o que precisa de assinatura ou de guarda.
- Coloque prazo em cada etapa e trate as exceções. O prazo avisa antes de estourar e escala quando é preciso; pedido devolvido, pedido urgente e ausência do aprovador também ganham caminho.
- Valide e teste antes de rodar. Passe casos reais pelo modelo e só então coloque em produção, com a equipe treinada.
Os elementos de um modelo de processo
A notação mais usada para modelar processos de negócio é a BPMN, que dá a cada elemento um símbolo próprio.

| Elemento | Para que serve | Exemplo |
|---|---|---|
| Evento | Marca o início, um ponto intermediário ou o fim | Nota fiscal recebida |
| Tarefa | Uma ação feita por alguém ou pelo sistema | Conferir a nota |
| Gateway | Ponto de decisão, em que o caminho se divide | Valor acima da alçada? |
| Raia | Faixa de um responsável, área ou cargo | Compras, gestor, financeiro |
| Dado | Informação ou documento usado na etapa | Nota anexada ao pedido |
Para conhecer a notação em detalhe, veja o que é BPMN.
Validar e testar o modelo com casos reais
Um modelo só está pronto quando aguenta os casos que acontecem de verdade. A forma mais segura de validar é passar pedidos reais pelo desenho, junto com quem executa.

- O caso comum: o pedido que entra todo dia percorre o caminho sem travar?
- O caso com exceção: o pedido devolvido, o urgente e o de valor alto têm caminho?
- A ausência: se o aprovador estiver de férias, para quem vai a tarefa?
- O atraso: o prazo avisa a pessoa certa, e quem recebe o escalonamento?
O que não passar no teste volta para os passos 4 a 7.
Erros comuns na modelagem de processos
Os erros mais frequentes aparecem quando o modelo é feito longe da rotina, por quem não vive o processo.

- Modelar o processo ideal, não o real. As exceções do dia a dia ficam de fora e voltam como trabalho por fora do sistema.
- Detalhar demais. O modelo vira um manual que ninguém lê; cada etapa deve ter o que é preciso para ser feita, e só.
- Deixar a regra na cabeça de alguém. "Isso o gestor sabe" não é regra. Se decide o caminho, vai para o modelo.
- Esquecer o documento. A etapa que pede um anexo sem dizer qual gera retrabalho.
Depois que o processo roda: medir e ajustar
Com o processo em produção, o modelo passa a ser medido. Os indicadores mais úteis são prazo, gargalo e tempo por etapa: eles mostram onde o processo para e se as regras estão funcionando. A modelagem é revista a partir desses números, e o processo cresce junto com a empresa, com uma etapa nova, uma regra ou uma alçada ajustada.

Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre mapear e modelar um processo?
O mapeamento levanta e desenha o processo. A modelagem detalha regras, alçadas, dados, prazos e exceções para o processo poder rodar num sistema.
Preciso usar BPMN para modelar?
Não é obrigatório, mas a BPMN é o padrão mais usado para processos de negócio e facilita a passagem do desenho para um sistema de processos.
Quem deve fazer a modelagem?
Alguém que conheça a notação e o sistema, sempre com quem executa e quem decide. Sem a área, o modelo sai fora da realidade.
Low code dispensa a modelagem?
Não. O low code tira o código, não o trabalho de definir regras, alçadas, prazos e exceções. Esse trabalho é a modelagem.
Quanto tempo leva para modelar um processo?
Depende do processo e da participação da área. Um processo simples sai rápido; um com muitas regras e exceções pede mais rodadas de validação.
Como a Speedtask faz a modelagem de processos
Na Speedtask, empresa de gestão de processos e documentos desde 2008, a modelagem é feita pela nossa equipe, não deixada para alguém da casa aprender a configurar. A sua área explica como a rotina funciona; nós definimos regras, alçadas, prazos e exceções, com a experiência de centenas de processos implantados, e modelamos o processo com o documento junto: o que vai para o GED, o que precisa de assinatura e o que dispara o próximo passo.
O processo é configurado no BPMS, validado com você, colocado em produção com a equipe treinada e sustentado pela mesma equipe depois, para empresas de todo o Brasil.
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