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Arquivo morto: o que é e por que ele deve ser eliminado

Arquivo morto é o conjunto de documentos que a empresa não usa mais, mas precisa guardar. Veja o que pode sair, o que fica e como digitalizar.

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2026

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Arquivo morto: o que é e por que ele deve ser eliminado

Arquivo morto é o conjunto de documentos que a empresa não consulta mais na rotina, mas ainda precisa guardar por prazo legal, fiscal, trabalhista ou histórico: contratos encerrados, fichas de ex-funcionários, registros financeiros de anos anteriores. O problema não é guardar. É guardar sem critério: caixas ocupando uma sala ou uma guarda terceirizada paga todo mês, documento que ninguém acha quando a auditoria pede e papel exposto a mofo, extravio e sinistro.

O caminho seguro tem três passos: classificar o acervo pela tabela de temporalidade, digitalizar o que precisa continuar acessível e eliminar, com termo e lista, o que já pode sair.

Arquivo ativo, inativo e morto: qual a diferença

ArquivoComo é usadoExemplo
AtivoConsultado com frequência, no dia a diaContrato vigente, dossiê de colaborador ativo
InativoConsultado de vez em quandoContrato encerrado há pouco, processo concluído
MortoNão é consultado na rotina, mas tem prazo de guarda ou valor históricoFicha de funcionário desligado, registro financeiro de anos anteriores

Por que o arquivo morto vira problema

  • Espaço e custo. O arquivo ocupa uma sala inteira, ou a empresa paga guarda terceirizada todo mês. E cresce junto com a empresa.
  • Busca que vira mutirão. Usar um documento é ir até o arquivo, abrir a caixa, achar, copiar, devolver e guardar a caixa. Toda vez. Quando a auditoria pede um papel de anos atrás, a equipe para.
  • Risco ao papel. Extravio, sinistro, mofo, pragas e poeira.
  • Dados pessoais sem controle. Fichas e dossiês guardados além do prazo, sem registro de quem consultou, pesam na LGPD.
  • Ninguém sabe o que pode sair. Documento vencido se acumula ao lado de documento com guarda obrigatória longa, e na dúvida tudo fica.
Pessoa em um galpão cheio de pilhas de papéis arquivados

O que pode ser eliminado, o que só sai com condição e o que fica

A régua é a tabela de temporalidade, que define por quanto tempo cada tipo de documento é guardado. A decisão de descartar é da empresa e do jurídico dela.

Mão sobre uma pilha de papel triturado em frente a um arquivo de pastas
SituaçãoExemplosO que fazer
Costuma poder sairDocumentos que nasceram digitais (notas fiscais, boletos, extratos, comprovantes, DANFEs), administrativos internos (relatórios, formulários, ordens de serviço, pedidos de compra), cópias não autenticadas, documentos com validade vencidaEliminar com termo de eliminação e lista dos documentos
Só sai com condiçãoDocumentos dentro do prazo de guarda: fiscais, trabalhistas e outros com temporalidade em cursoDigitalizar no padrão do Decreto 10.278/2020 e assinar no GED. Sem isso, o papel fica
Nunca saiGuarda permanente: atos constitutivos, registros de propriedadeO digital vira cópia de segurança e facilita o acesso. O original continua guardado

Como eliminar o arquivo morto com segurança, passo a passo

  1. Levantamento do acervo. Tipos de documento, período, volume de caixas, organização atual e como a equipe vai buscar depois.
  2. Triagem pela tabela de temporalidade. Separar o que pode sair, o que só sai digitalizado e assinado e o que fica.
  3. Preparação. Limpeza, retirada de grampos e clipes, cuidado com documentos frágeis, encadernados e de formatos diferentes.
  4. Digitalização. Scanner profissional com reconhecimento de texto, imagem em PDF/A a 300 dpi, no padrão do Decreto 10.278/2020.
  5. Indexação. Por pasta ou documento a documento, com os índices de quem procura: CPF, ano, tipo de documento.
  6. Entrega. Organizado por ano, mês e tipo, no GED, no sistema da empresa ou em mídia.
  7. Eliminação, se a empresa quiser. Com termo de eliminação e lista dos documentos, conforme a tabela de temporalidade.
Papel triturado sobre uma caixa de papelão

O documento digitalizado vale como o original?

No padrão de imagem (PDF/A, 300 dpi), sim. O valor legal completo depende de mais duas coisas, que o GED guarda junto com a imagem: os metadados que o Decreto 10.278/2020 exige (responsável, data e local da digitalização e o hash da imagem) e a assinatura digital no padrão ICP-Brasil. É esse conjunto que dá ao documento digital o valor do original e permite eliminar o papel que está dentro do prazo de guarda.

Depois de eliminar: como parar de gerar arquivo morto

Digitalizar resolve o acervo de ontem. Para o papel não voltar a se acumular, o documento novo precisa nascer e ficar no digital:

  • No GED, cada documento tem tipo, índice e permissão de acesso, é encontrado em segundos por quem pode ver e guarda o histórico de quem consultou e alterou. O contrato avisa antes de vencer, sem planilha paralela.
  • Com assinatura digital, o contrato e o documento interno são assinados sem imprimir.
  • No processo automatizado, o documento que chega já entra no fluxo: o dossiê inicia a admissão, a nota fiscal entra na aprovação de pagamento.

Perguntas frequentes

Arquivo morto pode ser jogado fora?

Só o que a tabela de temporalidade libera, e com termo de eliminação e lista dos documentos. O que está dentro do prazo de guarda só sai depois de digitalizado no padrão do Decreto 10.278/2020 e assinado no GED. Documento de guarda permanente nunca sai. A decisão é da empresa e do jurídico dela.

Por quanto tempo guardar cada documento?

Depende do tipo de documento. Fiscais e trabalhistas costumam ter prazos longos, e atos constitutivos e registros de propriedade são de guarda permanente. A tabela de temporalidade da empresa define o prazo de cada um.

Quanto custa digitalizar o arquivo morto?

O valor sai do levantamento do acervo real e é cobrado por página, com medição a cada 30 dias. Se o escopo mudar, o valor muda com ele.

O documento precisa sair da empresa?

Não necessariamente. Na Speedtask, o acervo pode ir para o Centro de Digitalização, com coleta, guarda segura e devolução, ou a digitalização é feita na própria empresa, com equipe e equipamentos da Speed, na Grande Vitória.

Documento escrito à mão fica pesquisável?

Ele é digitalizado como imagem. O reconhecimento de texto lê o impresso; o manuscrito não fica pesquisável.

Dá para digitalizar sem contratar um GED?

Sim. O acervo pode ser entregue em mídia ou no sistema da empresa. O GED é onde o documento ganha o valor legal completo e passa a fazer parte dos processos.

Como a Speedtask resolve o arquivo morto

A Speedtask é uma empresa de gestão de processos e documentos, desde 2008. No arquivo morto, a mesma equipe faz o projeto inteiro: levanta o acervo, prepara, digitaliza no Centro de Digitalização no Espírito Santo, indexa do jeito que você procura e entrega no GED, no seu sistema ou em mídia. A arquivista da equipe orienta a triagem e, se você quiser, acompanha a eliminação com termo e lista. O preço sai do levantamento, e você paga pelo que foi feito.

São mais de 50 milhões de páginas de documentos de clientes, entre GED e digitalização. A digitalização atende acervos de todo o Espírito Santo; o GED atende empresas de todo o Brasil.

Peça o levantamento do seu acervo · Conheça o GED

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